segunda-feira, 8 de junho de 2026

Resenha: Cristianismo Puro e Simples

Bem-vindos aos Novenáticos!

Hoje nós vamos falar do livro Cristianismo Puro e Simples, de Clive Staples Lewis. Ele nasceu em 1898 e faleceu em 1963. Foi professor e tutor na Universidade de Oxford até 1954, quando passou a assumir a cadeira de Inglês Medieval e Renascentista da Universidade de Cambridge, posição que ocupou até a aposentadoria. Escreveu mais de trinta livros e se tornou um dos maiores escritores da sua época.

Cristianismo Puro e Simples tem um pouco desse estilo de ensaio. Esse livro é dividido em quatro livros, ou quatro partes. O primeiro livro: O Certo e o Errado como Indícios para a Compreensão do Sentido do Universo. O segundo livro: No que Acreditam os Cristãos. O terceiro livro: Conduta Cristã. E o quarto livro: Além da Personalidade ou os Primeiros Passos na Doutrina da Trindade.

Esse livro é uma introdução ao cristianismo para quem chegou agora à Igreja Cristã. Ele traz exemplos bem do nosso cotidiano e tem uma linguagem muito fácil. Eu gostei muito de ler.

Nestes ensaios, o que mais me chamou a atenção foi o capítulo sobre o casamento. Ele começa pedindo desculpas porque não era casado quando escreveu esse livro. A primeira edição do livro é de 1942. Ele se casou em 1956.

Ele fala do que considerava ser um dos motivos do divórcio: a paixão. Você se apaixona pela outra pessoa e, quando a paixão acaba, é como se tivesse acabado aquilo que você sente por ela. Então você se divorcia e vai casar com outra pessoa.

E o que realmente mantém um casamento não é a paixão, mas o amor. A paixão vai, aos poucos, se transformando em amor. Então, se isso não acontece, acaba havendo o divórcio. Ou mesmo quando isso acontece, a pessoa pode acabar preferindo a paixão ao amor.

O perigo também gera uma forte emoção, muito próxima da paixão. A adrenalina causada pela paixão, essa necessidade de adrenalina, seja ela pela paixão ou por estar correndo perigo... Quanto esse vício impulsiona as pessoas a fazerem certas coisas?

Como é não estar apaixonado? Como é não estar em perigo? Por que precisamos disso o tempo todo? Por que confundimos felicidade com euforia? Por que confundimos paixão com amor?

Quando tudo isso acaba e, teoricamente, você está tranquilo, sem todas essas sensações, acha que está tudo errado. Não necessariamente.

Então eu fiquei pensando muito nisso.

Depois, Lewis fala das três virtudes: o amor, a esperança e a fé. Ele usa dois capítulos só para falar da fé. O quão difícil é explicar a fé em Deus. E Lewis consegue fazer isso em dois capítulos.

Na última resenha que eu fiz, falei do livro Para Estar com Deus, do padre Francisco Faus. E depois dessa leitura eu recomendo Cristianismo Puro e Simples.

Se vocês querem resenha dos outros livros que li do Lewis, me contem!

Eu devia ter começado a ler Lewis por Cristianismo Puro e Simples.

Agora vou ler alguns trechos para vocês.

Página 148:

"A ideia de que 'estar apaixonado' é a única razão para permanecer casado realmente não deixa espaço para o casamento como contrato ou promessa. Se o amor for tudo, então a promessa não pode acrescentar nada; e, se não acrescenta nada, então não pode ser feita. O curioso é que os próprios amantes, enquanto permanecerem realmente apaixonados, sabem disso melhor do que aqueles que falam muito sobre o amor. Como Chesterton destacou, pessoas apaixonadas têm a tendência natural de se amarrar com promessas, haja vista que as canções de amor por todo mundo estão cheias de juras de fidelidade eterna. A lei cristã não exige do amor algo que é alheio à sua natureza: exige apenas que os amantes levem a sério algo que a própria paixão os anima a fazer."

Página 114:

"(...) Ele quer que sejamos simples, sinceros, afetuosos e capazes de aprender, como é o caso das boas crianças; mas também quer cada partícula de inteligência que tivermos para estarmos alertas em sua obra e bem treinados para a batalha. (...)"

Página 48:

"(...) Agora é claro que é perfeitamente verdade que a segurança e a felicidade só podem vir de indivíduos, classes e nações que são honestos, jogam limpo e são gentis uns com os outros. (...)"

Um beijo, um abraço, que a paz de Cristo esteja contigo e o amor de Maria.

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