quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Engenharia da Santidade | O Dilúvio Digital | O Missionário Digital

 


Olá! Aqui é a Lih!

Bem-vindos ao Arquivo 9.

Hoje eu quero falar sobre uma coisa que começou como uma ideia para um livro.

Eu até pensei em chamar esse capítulo de “Engenharia da Santidade”.

Só que aconteceu uma coisa engraçada: em vez de escrever um livro, eu escrevi duas páginas.

Então eu resolvi fazer o que eu faria com qualquer boa investigação do Arquivo 9: abrir o arquivo e começar a organizar as ideias.

E tudo começa em 2020.

Com o lockdown, o mundo foi para a internet.

E a Igreja também precisou aperfeiçoar os recursos digitais para continuar chegando às pessoas.

Foi aí que nós percebemos uma coisa que talvez já estivesse diante dos nossos olhos há bastante tempo:

existia um novo continente.

O continente digital.

E, assim como um dia os missionários atravessaram oceanos para chegar a novos territórios, agora era preciso aprender a evangelizar um território que não tinha fronteiras geográficas.

Um território feito de telas, redes sociais, vídeos, comentários, algoritmos e comunidades virtuais.

Nascia, de certa maneira, uma nova missão:

a missão digital.

Mas quem é o missionário desse novo continente?

Se olharmos para a Igreja primitiva, encontramos diferentes ministérios: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres.

E eu queria olhar especialmente para o evangelista.

Porque o evangelista precisa encontrar maneiras de chegar às pessoas.

Paulo é um grande exemplo disso.

Ele viajou, pregou, fundou comunidades e escreveu cartas.

Ele encontrou diferentes povos e diferentes culturas.

E hoje o missionário digital também precisa descobrir como fazer essa conexão.

Pode ser através de um vídeo.

De um podcast.

De uma análise de um jogo.

De uma conversa.

De uma pergunta.

Até de uma dancinha no TikTok.

A questão não é simplesmente colocar uma pregação dentro da internet.

É descobrir como conversar com as pessoas que já estão lá.

E isso me faz lembrar de uma história muito interessante.

Em 1531, no México, temos o acontecimento de Nossa Senhora de Guadalupe.

A tradição conta que Nossa Senhora apareceu a Juan Diego no monte Tepeyac e pediu que fosse construída ali uma capela.

Quando Juan Diego levou o pedido ao bispo, ele pediu um sinal.

E o sinal veio de uma maneira extraordinária: rosas.

Juan Diego recolheu as rosas e as levou ao bispo dentro de sua tilma.

Quando abriu a tilma, as rosas caíram e apareceu a imagem de Nossa Senhora.

E aquela imagem falava com culturas diferentes.

Havia elementos que faziam sentido para os espanhóis e elementos que podiam ser compreendidos pela cultura indígena.

E eu acho que existe uma pergunta muito interessante aí para nós:

qual é a tilma do continente digital?

Qual é a linguagem que consegue apresentar a fé para alguém que talvez nunca entraria em uma sala de catequese?

Porque evangelizar não significa apenas repetir a mesma mensagem em qualquer lugar.

É preciso saber comunicar.

E foi aí que os missionários digitais também começaram a encontrar seus santos.

Santa Teresinha do Menino Jesus, por exemplo.

Ela nos apresenta a pequena via.

A ideia de que não precisamos fazer coisas grandiosas para amar extraordinariamente.

Podemos fazer as pequenas coisas com amor.

E isso tornou a santidade algo muito mais próximo.

Santa Teresinha não queria complicar o caminho.

Ela queria chegar ao céu.

E dizia que iria para o céu como se fosse de elevador: Jesus a pegaria nos braços e a levaria.

É uma imagem muito simples.

Mas talvez justamente por isso tenha conquistado tantas pessoas.

Depois encontramos São Carlo Acutis.

Um jovem que, se estivesse vivo hoje, teria apenas 35 anos.

Ele viveu no início da internet, na época dos blogs, e criou um site para apresentar ao mundo os milagres eucarísticos.

Mas Carlo não ficou conhecido simplesmente porque sabia usar a internet.

Ele viveu a caridade.

Ofereceu seus sofrimentos.

Buscou a Deus.

E utilizou a internet como uma ferramenta para evangelizar.

Isso é importante.

Porque o missionário digital não é aquele que precisa ser o centro das atenções.

Quem deve transformar a vida da pessoa é Jesus Cristo.

E talvez seja justamente aí que esteja a diferença entre ser um influenciador e ser um missionário.

O influenciador precisa que as pessoas sigam a ele.

O missionário aponta para outra pessoa.

E depois temos santos que chegaram ao ambiente digital trazendo uma espiritualidade que já existia muito antes da internet.

Padre Pio, por exemplo.

A devoção a ele se espalhou também através das redes.

E junto com ela vieram ensinamentos sobre oração, confissão, terço, penitência, purgatório e a importância de fazer bem aquilo que oferecemos a Deus.

E também podemos lembrar da devoção aos anjos, que ganhou uma circulação enorme na internet.

Cada um desses exemplos mostra uma coisa:

a internet pode apresentar uma devoção, uma oração, uma história ou um santo para alguém que talvez nunca tivesse encontrado esse conteúdo sozinho.

Mas existe um limite.

E talvez esse seja o ponto mais importante de tudo isso.

Não existe uma paróquia digital.

A internet pode ser uma ponte.

Pode ensinar.

Pode despertar uma pergunta.

Pode apresentar a fé.

Pode aproximar alguém.

Mas aquilo que encontramos na internet precisa chegar à vida.

A oração precisa virar oração.

A formação precisa virar vida.

A descoberta precisa virar busca.

E a busca precisa nos levar para uma comunidade concreta.

Porque a Igreja não é apenas conteúdo.

A Igreja é também presença.

É sacramento.

É comunidade.

É encontro.

É gente de verdade.

Então talvez a grande missão do continente digital não seja criar uma Igreja dentro da internet.

Talvez seja justamente construir uma ponte que leve as pessoas da internet para a vida.

E é por isso que eu comecei chamando essa ideia de Engenharia da Santidade.

Porque não estamos falando apenas de descobrir como usar uma ferramenta.

Estamos tentando descobrir como construir pontes.

Pontes entre culturas.

Pontes entre gerações.

Pontes entre a tradição e as novas linguagens.

Pontes entre o mundo digital e a vida concreta.

E, no fim das contas, pontes que nos levem para Deus.

Esse foi o arquivo de hoje.

E talvez essa investigação ainda não tenha terminado.

Porque o continente digital foi descoberto.

Agora nós precisamos aprender a navegar nele.


Olá! Aqui é a Lih!

Bem-vindos ao Arquivo 9.

No capítulo anterior, nós falamos sobre a descoberta de um novo continente: o continente digital.

Falamos sobre a missão digital, sobre as novas formas de evangelização e sobre como a internet pode ser uma ponte entre as pessoas e a Igreja.

Mas existe uma pergunta que ficou para depois.

Porque já se passaram seis anos desde aquele momento em que o mundo foi praticamente obrigado a entrar na internet.

E talvez agora seja hora de perguntar:

o que aconteceu depois que chegamos a esse novo continente?

Durante a pandemia, a internet foi uma solução.

Precisávamos trabalhar pela internet.

Estudar pela internet.

Conversar pela internet.

Rezar pela internet.

Fazer compras pela internet.

E até participar da vida da Igreja pela internet.

Muita coisa precisou ser criada ou aperfeiçoada naquele período.

Livros foram vendidos pela internet.

Cursos foram criados.

Lives foram feitas.

Comunidades se reuniram pelas telas.

E tudo isso foi importante.

Mas seis anos depois, parece que alguma coisa mudou.

As pessoas começaram a se cansar de estudar online.

Começaram a sentir falta da presença.

Da conversa.

Do encontro.

De estar em um lugar com outras pessoas.

Até mesmo coisas que podem ser feitas pela internet começaram a mostrar que existe uma diferença entre acompanhar e participar.

Você pode acordar às quatro da manhã para rezar com o Frei Gilson.

Pode acompanhar uma oração.

Pode assistir a uma missa.

Pode fazer uma formação.

Mas existe uma coisa que a internet não consegue reproduzir completamente:

a experiência de estar diante de uma pessoa.

E talvez a gente perceba isso quando sai de casa.

Quando olha pela janela de um ônibus, por exemplo.

Você pode passar horas olhando para uma tela.

Mas, de repente, olha pela janela e vê um senhor que mora na rua com seu cachorrinho.

Vê um cadeirante tentando circular por uma calçada que não foi feita para ele.

Vê um rapaz de terno que está bem vestido, mas tem um olhar triste.

E essas pessoas não aparecem no seu feed porque o algoritmo decidiu que elas combinam com você.

Elas simplesmente estão ali.

Na sua frente.

E talvez essa seja uma das grandes questões do nosso tempo:

como conectar a vida digital com a vida real?

Porque nós criamos um outro continente.

Criamos novas formas de comunicação.

Criamos novas comunidades.

Mas continuamos vivendo em um mundo físico.

Então...

qual avião nós precisamos pegar para atravessar de um continente para o outro?

Talvez nenhum.

Talvez a grande questão seja perceber que esses dois mundos já estão conectados.

E foi aí que eu encontrei um conceito que ajuda a explicar isso:

on-life.

Não é uma vida online e outra offline.

É uma única vida.

Uma vida que acontece, ao mesmo tempo, no mundo presencial e no mundo digital.

Só que existe um problema.

A internet deixou de ser apenas uma ferramenta.

Ela começou a organizar a nossa vida.

E, em alguns momentos, parece que os algoritmos passaram a valer mais do que as almas.

O que chama atenção aparece.

O que gera engajamento cresce.

O que provoca reação circula.

E aquilo que não interessa ao algoritmo simplesmente desaparece.

Chegamos a um ponto em que talvez precisemos perguntar:

se a internet não paga nossas contas, não constrói nossas relações e não resolve os problemas da nossa vida concreta, o que ela é?

Talvez seja apenas uma ferramenta.

E uma ferramenta pode ser muito útil.

Mas uma ferramenta não pode se tornar o lugar onde colocamos toda a nossa existência.

Porque aí surge outra pergunta.

Será que a internet é a nova Atlântida?

Temos vestígios de um mundo que existiu.

Sabemos que ele está ali.

Mas será que um dia vamos olhar para esse período da história e perceber que alguma coisa desapareceu?

Ou será que estamos diante de outra imagem?

Talvez não seja uma Atlântida.

Talvez seja um dilúvio.

Porque estamos inundados.

Inundados por informações.

Informações verdadeiras.

Informações falsas.

Opiniões.

Notícias.

Vídeos.

Comentários.

Publicidade.

Discussões.

Notificações.

E talvez o problema do nosso tempo já não seja a falta de informação.

É o excesso.

Como escolher aquilo que merece a nossa atenção quando tudo parece exigir a nossa atenção ao mesmo tempo?

E isso nos leva a outra questão:

o que a tecnologia está fazendo com o nosso trabalho?

Durante muito tempo, imaginamos que as máquinas fariam o trabalho pesado e deixariam para nós aquilo que era mais humano.

O trabalho intelectual.

A criatividade.

O pensamento.

A tomada de decisões.

Só que talvez tenhamos feito o contrário.

As máquinas começaram a ocupar cada vez mais espaço justamente no trabalho intelectual.

E nós continuamos tentando descobrir o que será necessário fazer no mundo físico.

Ao mesmo tempo, existe uma outra transformação acontecendo.

Começamos a falar do nosso próprio cérebro como se fosse um computador.

Precisamos resetar.

Precisamos reiniciar.

Precisamos configurar.

Precisamos corrigir.

Os psicólogos não são programadores de cérebros.

Mas, às vezes, parece que queremos tratar as pessoas como máquinas que deram algum tipo de defeito.

Porque talvez exista algo muito estranho acontecendo.

Nós construímos máquinas cada vez mais capazes de imitar o ser humano.

E, ao mesmo tempo, estamos começando a tratar o próprio ser humano como uma máquina.

Uma máquina precisa funcionar.

Uma máquina precisa produzir.

Uma máquina precisa estar disponível.

Uma máquina não pode parar.

Mas e se o ser humano precisar justamente parar?

E se ele precisar pensar?

Sentir?

Errar?

Mudar de ideia?

Fazer alguma coisa que não produz resultado?

Talvez esse seja um dos grandes conflitos do mundo digital.

Porque pensar diferente ficou cada vez mais complicado.

A cultura parece nos empurrar para dentro de determinadas caixas.

E, quando alguém sai da caixa e fala alguma coisa diferente, essa pessoa imediatamente chama atenção.

Em terra de cego, quem tem um olho é rei.

Mas talvez a questão seja ainda mais complicada:

será que estamos ficando com medo de enxergar?

E aí existe uma tentação muito compreensível.

Se o mundo lá fora parece confuso...

Se tudo parece barulhento...

Se existe tanta discussão...

Tanta informação...

Tanta coisa acontecendo...

Talvez seja mais confortável ficar dentro da Igreja.

Ali parece seguro.

Ali eu conheço as regras.

Ali eu encontro pessoas que pensam como eu.

Mas existe um problema.

A Igreja não foi feita para ser um bunker.

O cristão não pode passar a vida inteira escondido do mundo.

Porque existe um mundo lá fora.

E esse mundo tem pessoas.

Pessoas que precisam ser encontradas.

E talvez seja por isso que aquela imagem do filme de zumbi seja tão interessante.

Dentro da casa, está tudo bem.

As portas estão fechadas.

Você está protegido.

Mas quando abre a porta e olha para a rua...

parece que existe um monte de monstros tentando entrar.

E você precisa fugir para não ser contaminado.

Será que às vezes nós enxergamos o mundo exatamente assim?

Como se tudo lá fora fosse uma ameaça?

Como se fosse necessário construir um lugar seguro e nunca mais sair?

Só que existe uma contradição aí.

Se a missão é evangelizar...

precisamos encontrar pessoas.

E pessoas estão lá fora.

No ônibus.

Na escola.

No trabalho.

Na faculdade.

Na rua.

Na internet.

Em todos os lugares.

E existe ainda outra transformação acontecendo.

Talvez estejamos vivendo em uma época em que a própria vida virou espetáculo.

O Big Brother.

Os realities.

Os influencers.

Os vídeos.

Os stories.

A exposição da intimidade.

A vida transformada em conteúdo.

Até a nossa rotina pode virar entretenimento.

E então vem uma pergunta meio incômoda:

estamos vivendo a nossa vida ou assistindo à vida dos outros?

Porque talvez tenha ficado normal viver como uma celebridade.

Todo mundo pode ter uma câmera.

Todo mundo pode transmitir.

Todo mundo pode ser observado.

Todo mundo pode construir uma versão de si mesmo.

E talvez o problema não seja aparecer.

O problema é quando começamos a acreditar que precisamos ser vistos para existir.

E isso também afeta nossos relacionamentos.

Amizades acabam.

Pessoas deixam de se falar.

Relacionamentos terminam.

Às vezes por motivos muito sérios.

Às vezes por coisas banais.

E, ao mesmo tempo, coisas realmente sérias acabam sendo banalizadas.

As pessoas ficam confusas.

E talvez isso fique ainda mais complicado quando os adultos também estão confusos.

Como ensinar uma criança a viver em um mundo que nós mesmos ainda estamos tentando entender?

Como ensinar nossos filhos a lidar com uma realidade que nós não conhecíamos quando éramos crianças?

Como ensinar alguém a navegar se nós ainda estamos tentando descobrir onde fica o norte?

E aí eu volto para aquela imagem do dilúvio.

Estamos inundados.

Informação demais.

Tecnologia demais.

Opiniões demais.

Possibilidades demais.

E talvez, no meio dessa inundação, nós estejamos tentando encontrar uma arca.

Um lugar seguro.

Um lugar onde seja possível respirar.

Mas será que Deus precisaria mandar um novo dilúvio para nos salvar?

Ou será que o problema é que nós ainda não aprendemos a navegar?

Talvez não precisemos destruir o continente digital.

Talvez não precisemos abandonar a tecnologia.

Talvez também não precisemos fugir do mundo.

Talvez precisemos aprender a atravessar.

Porque a internet existe.

A vida presencial existe.

A Igreja existe.

A tecnologia existe.

As pessoas existem.

E nós estamos no meio de tudo isso.

Vivendo uma única vida.

Uma vida on-life.

E talvez a grande pergunta não seja:

“Devemos escolher o mundo digital ou o mundo presencial?”

Mas:

“Como podemos viver bem quando os dois mundos já fazem parte da nossa realidade?”

Talvez o próximo passo da missão não seja descobrir como construir uma nova paróquia na internet.

Talvez seja descobrir como construir pontes.

Pontes que nos façam sair da tela.

Olhar para a pessoa.

Encontrar o outro.

Voltar para a comunidade.

Voltar para a vida.

Porque talvez o maior perigo do dilúvio digital não seja a água.

Talvez seja esquecer que existe um mundo do outro lado da tela.

E esse mundo...

está cheio de pessoas.

Esse foi o Arquivo 9.

E a investigação continua.

Olá! Aqui é a Lih!

Bem-vindos ao Arquivo 9.

Nós começamos esta história falando sobre um continente.

Um continente que não aparece nos mapas.

Um continente que não tem fronteiras, estradas, aeroportos ou portos.

O continente digital.

Depois, percebemos que esse continente não era apenas uma oportunidade.

Ele também estava nos inundando.

Informações demais.

Opiniões demais.

Notificações demais.

Pessoas demais falando ao mesmo tempo.

E, no meio de tudo isso, nós começamos a fazer uma pergunta:

Como viver nesse lugar sem deixar de viver no mundo real?

Mas talvez exista uma pergunta ainda mais importante.

Quem foi o primeiro a entrar nesse continente levando a fé?

E foi aí que nossa investigação nos levou para um lugar inesperado.

São Francisco, Califórnia.

Em 1987, antes de Instagram, YouTube, Facebook ou qualquer coisa parecida com aquilo que hoje chamamos de rede social, existiam as BBS.

Eram sistemas que permitiam que pessoas se conectassem por computador e telefone, trocassem mensagens, arquivos e informações.

Era uma internet muito diferente da nossa.

Mais lenta.

Mais complicada.

E infinitamente menos bonita.

Mas alguém já tinha percebido alguma coisa:

as pessoas estavam ali.

E se as pessoas estavam ali...

a Igreja também poderia estar.

Em 1987, Mike e Sharon Mollerus participaram da criação do Catholic Information Network, o CIN.

O próprio relato histórico do projeto conta que a ideia nasceu depois que eles perceberam que havia muitos grupos cristãos fundamentalistas utilizando BBS e pouquíssima presença católica.

Eles decidiram criar um espaço católico aberto para discussão.

E, em setembro daquele ano, durante a visita do Papa João Paulo II a São Francisco, começaram o primeiro espaço do CIN.

Uma das primeiras tarefas foi colocar em formato eletrônico os discursos que o Papa estava fazendo durante a visita.

Não parece muito impressionante hoje.

Mas pense nisso.

Em uma época em que a informação dependia de papel, televisão, rádio ou de alguém fisicamente levar um documento de um lugar para outro...

eles estavam colocando ensinamentos católicos dentro de uma rede eletrônica.

E depois fizeram algo ainda maior.

Começaram a conectar diferentes grupos católicos eletrônicos.

O relato de Sharon Mollerus registra que o CIN se tornou a primeira rede eletrônica católica a ligar diferentes boards católicos.

Houston.

Nova York.

Outros lugares.

Pequenos pontos espalhados pelo mapa.

Como pequenas missões.

Só que a estrada entre elas...

era eletrônica.

E olha que curioso.

Quando nós perguntamos:

“Quem é o bispo do Continente Digital?”

a pergunta parece absurda.

Porque não existe uma Diocese da Internet.

Não existe uma Catedral do Instagram.

Não existe uma paróquia do TikTok.

E nenhum bispo recebeu oficialmente o título de “bispo do Continente Digital”.

Mas a nossa brincadeira histórica nos permite voltar ao ponto de partida.

Se o primeiro movimento do CIN aconteceu em São Francisco, durante a visita de João Paulo II em 1987, então o arcebispo daquela Igreja local era Dom John Raphael Quinn.

Ele era o arcebispo de São Francisco desde 1977 e permaneceria no cargo até 1995.

A própria Arquidiocese registra a visita de João Paulo II a São Francisco em 1987 durante o episcopado de Quinn.

Então, dentro da nossa metáfora...

talvez esse seja o primeiro “bispo do continente digital”.

Não porque tivesse autoridade sobre a internet.

Mas porque foi o pastor da Igreja local de onde partiu uma das primeiras grandes iniciativas católicas de evangelização eletrônica que conseguimos documentar.

E isso muda completamente a nossa pergunta.

Porque talvez o problema nunca tenha sido:

“Como criar uma Igreja na internet?”

Talvez a pergunta seja:

“Como a Igreja que já existe consegue entrar nesse continente?”

E isso já estava acontecendo muito antes de nós percebermos.

Em 1992, por exemplo, surgiu o serviço eletrônico “Daily Word for Reflection”, descrito como um ministério de evangelização eletrônica iniciado na região do Vale do Silício.

Ou seja...

a missão continuava avançando.

Primeiro as BBS.

Depois as redes eletrônicas.

Depois a World Wide Web.

Depois os sites.

Depois os blogs.

Depois as redes sociais.

Depois os vídeos.

Depois os podcasts.

Depois os algoritmos.

E agora...

a inteligência artificial.

Cada geração encontrou uma nova maneira de ocupar o mesmo espaço:

onde as pessoas estão.

E talvez seja essa a verdadeira lógica do missionário digital.

Não é transformar a internet em uma paróquia.

É encontrar pessoas onde elas estão.

São Paulo fez isso.

Ele entrou em ambientes diferentes.

Falou com pessoas diferentes.

Em Atenas, ele encontrou uma cultura diferente daquela que encontrava nas comunidades judaicas.

Ele observou.

Escutou.

Encontrou um ponto de contato.

E anunciou.

Isso não significa mudar a mensagem para agradar a cultura.

Significa aprender a falar uma língua que a cultura consegue compreender.

Talvez seja isso que Nossa Senhora de Guadalupe também nos ensine.

Quando Juan Diego encontra Nossa Senhora, existe um encontro entre culturas.

E a mensagem cristã não aparece simplesmente como uma coisa estrangeira colocada sobre uma cultura que já existia.

Existe uma linguagem.

Existem símbolos.

Existe uma ponte.

Evangelizar nunca foi simplesmente despejar informação sobre alguém.

É estabelecer uma comunicação.

E talvez essa seja uma das maiores dificuldades do continente digital.

Porque nós confundimos comunicação com publicação.

Achamos que evangelizar é postar.

Mas postar não é necessariamente evangelizar.

Ter informação católica na internet não significa que alguém tenha encontrado Cristo.

Ter milhares de visualizações não significa que alguém tenha mudado de vida.

E ter um perfil religioso não significa necessariamente ter uma missão.

O algoritmo mede atenção.

Deus olha pessoas.

E talvez essa diferença seja uma das coisas mais importantes que um missionário digital precisa entender.

Porque, se esquecermos disso, começamos a trabalhar para o algoritmo.

E não para as pessoas.

Começamos a pensar:

“Qual título dá mais clique?”

“Qual assunto gera mais comentário?”

“Qual polêmica aumenta o alcance?”

“Qual frase faz as pessoas brigarem?”

E, sem perceber...

podemos transformar a evangelização em uma fábrica de engajamento.

O continente digital tem uma lógica própria.

Mas o Evangelho não pode ser reduzido a essa lógica.

E aqui voltamos ao que falamos no capítulo anterior.

Existe um mundo fora da tela.

Existe uma pessoa sentada ao nosso lado.

Existe uma família.

Existe uma paróquia.

Existe um vizinho.

Existe alguém passando necessidade.

Existe alguém sozinho.

Existe alguém que precisa de uma conversa que não cabe em um comentário.

Existe alguém que precisa de um abraço.

Existe alguém que precisa de uma comunidade.

Por isso...

não existe uma paróquia digital.

A internet pode anunciar uma paróquia.

Pode aproximar alguém dela.

Pode ensinar uma oração.

Pode explicar uma passagem da Bíblia.

Pode despertar uma pergunta.

Pode apresentar um santo.

Pode fazer alguém descobrir a fé.

Mas chega uma hora em que a pessoa precisa atravessar a ponte.

Porque nós não fomos feitos para viver apenas em uma tela.

E talvez seja justamente aqui que o conceito de on-life se torna tão importante.

Nós não temos duas vidas.

Uma online.

Outra offline.

Temos uma vida.

E ela acontece em diferentes ambientes.

O problema começa quando um ambiente começa a engolir todos os outros.

Quando a tela substitui a comunidade.

Quando o comentário substitui a conversa.

Quando a curtida substitui a amizade.

Quando o vídeo substitui a experiência.

Quando o algoritmo começa a decidir aquilo que vemos, pensamos e até com quem convivemos.

O missionário digital precisa, portanto, aprender uma coisa muito difícil:

entrar na internet sem morar nela.

Usar a ferramenta sem se tornar ferramenta dela.

Conhecer o algoritmo sem transformar o algoritmo em senhor da missão.

Falar com milhões sem esquecer da pessoa que está diante de nós.

Talvez seja por isso que os santos que pensamos no primeiro capítulo continuam sendo tão importantes.

Santa Teresinha nos lembra que a santidade não depende necessariamente de fazer coisas gigantescas.

São Carlo Acutis mostra que um computador também pode ser colocado a serviço do Evangelho.

Padre Pio nos lembra da oração, da penitência, da vida sacramental e da busca por Deus.

E todos eles nos lembram de uma coisa que nenhuma tecnologia conseguiu substituir:

a santidade acontece em pessoas reais.

Não em perfis.

Não em métricas.

Não em números.

Em pessoas.

Talvez essa seja a grande conclusão da nossa expedição pelo Continente Digital.

Nós não precisamos fugir dele.

Mas também não podemos nos perder nele.

Precisamos aprender a atravessá-lo.

Como os antigos missionários atravessavam mares para chegar a novos povos, nós atravessamos redes para encontrar pessoas que talvez jamais entrassem espontaneamente em uma igreja.

Mas, assim como o missionário antigo não tinha como objetivo construir uma colônia onde pudesse permanecer isolado para sempre...

o missionário digital também não pode transformar a internet em destino final.

A internet é caminho.

É estrada.

É ponte.

É ferramenta.

E talvez a pergunta que deveria acompanhar todo conteúdo cristão seja:

“Para onde estou levando essa pessoa?”

Se a resposta for apenas:

“Para o próximo vídeo”...

talvez estejamos construindo audiência.

Mas se a resposta for:

“Para mais perto de Deus, da verdade, da comunidade, da caridade e da vida real”...

então talvez estejamos construindo uma ponte.

E talvez seja esse o verdadeiro trabalho do missionário do Continente Digital.

Não conquistar a internet.

Não dominar o algoritmo.

Não criar uma paróquia virtual.

Mas entrar em um território novo...

encontrar pessoas...

e apontar para fora da tela.

Porque, no final das contas...

o objetivo da missão nunca foi fazer as pessoas permanecerem com o missionário.

Foi ajudá-las a encontrar Cristo.

E talvez, depois de três capítulos, seja essa a nossa conclusão:

o Continente Digital não precisa de colonizadores.

Precisa de pontes.

E talvez...

precise de missionários.

Arquivo 9.

Fim do arquivo.


Texto e pesquisa: ChatGPT 

Revisão e rascunho: Lih dos Carros

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Resenha: Promessas dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria para você: meditações e orações - Padre Marlon Múcio


Olá! Aqui é a Lih!

Bem-vindos aos Novenáticos!

E hoje nós vamos falar de um livro do Padre Marlon.

O nome dele é:

“Promessas dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria para você: meditações e orações.”

E eu já vou começar dizendo uma coisa:

eu gostei muito desse livro.

Mas antes de falar da leitura, vamos conhecer um pouquinho quem é o autor.

QUEM É O PADRE MARLON?

O Padre Marlon nasceu em 1973.

Ele participa da Renovação Carismática Católica e foi ordenado sacerdote no ano 2000.

É fundador da Missão Sede Santos e também do Hospital Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros, em Taubaté.

Ele é pregador internacional, ministro de cura e libertação e autor de diversos livros.

Entre as obras mais conhecidas está a famosa:

“A Poderosa Novena Maria Passa na Frente”.

E existe uma coisa muito importante para entender a história dele.

O Padre Marlon tem uma doença ultra-rara chamada deficiência do transportador de riboflavina, a RTD.

Por causa dessa doença, ele enfrenta dificuldades físicas que, para a maioria de nós, fazem parte das coisas mais simples do cotidiano.

E ele tem uma frase que eu acho muito forte:

“Eu tenho uma doença rara, mas ela não tem a mim.”

E eu acho que essa frase ajuda muito a entender também o livro.

O LIVRO

O livro foi publicado pela Editora Ângelo, em parceria com a Missão Sede Santos, e foi lançado na ExpoCatólica.

E o que o Padre Marlon faz aqui?

Ele explica duas devoções:

o Sagrado Coração de Jesus

e

o Imaculado Coração de Maria.

Mas ele não fica apenas explicando a devoção.

Enquanto explica, ele também conta experiências da própria vida.

Ele testemunha.

Então é um livro que mistura:

devoção, meditação, oração e testemunho.

O PREFÁCIO

Logo no começo temos um prefácio escrito pela Roseli, da Comunidade Sede Santos.

E ela conta uma coisa que me chamou bastante atenção.

Para o Padre Marlon conseguir escrever esse livro, ele enfrentou muitas dificuldades.

Inclusive aquilo que, dentro da linguagem católica, nós costumamos chamar de batalha espiritual.

E existe uma frase que apresenta o livro como sendo, de certa forma, um presente do coração do Padre Marlon para nós.

E isso me pegou.

Porque eu ganhei esse livro.

O PRESENTE

Eu ganhei esse livro de uma pessoa com quem eu conversei uma única vez.

Uma vez.

E nessa única conversa, ela me deu esse livro.

E quando eu li essa parte dizendo que ele era um presente do coração do Padre Marlon para nós...

Gente...

Eu fiquei emocionada.

Porque eu comecei a olhar para aquele livro de uma maneira diferente.

Não era simplesmente:

“Ah, alguém me deu um livro.”

Eu senti aquele gesto como uma forma de carinho.

Como se aquela pessoa, mesmo sem praticamente me conhecer, tivesse encontrado uma maneira de cuidar de mim.

E aí eu fiquei com vontade de ler logo.

Porque eu queria poder voltar para ela e dizer:

“Eu li. Eu gostei.”

Então, antes mesmo de entrar profundamente nas devoções...

Eu já estava emocionalmente envolvida com aquele livro.

AS PROMESSAS

O livro apresenta as doze promessas do Sagrado Coração de Jesus.

E o Padre Marlon explica essa devoção a partir da tradição ligada a Santa Margarida Maria Alacoque.

Entre as promessas existe também uma dirigida aos sacerdotes.

E isso me fez pensar na importância de rezarmos pelos sacerdotes.

Afinal, se existe uma coisa que nós podemos fazer pelos nossos padres...

É rezar por eles.

E isso também conversa com a Rede Mundial de Oração do Papa, que todos os meses apresenta uma intenção específica de oração do Santo Padre.

Então essa dimensão de oração pelos sacerdotes também me chamou atenção.

O IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

Depois, o livro apresenta também as promessas relacionadas ao Imaculado Coração de Maria, ligadas à mensagem de Fátima e ao testemunho de Lúcia.

E temos então os dois Corações:

o Sagrado Coração de Jesus

e

o Imaculado Coração de Maria.

E o livro não quer simplesmente que você saiba quais são essas promessas.

Ele quer que você medite e reze sobre elas.

COMO LER O LIVRO?

E aqui aconteceu uma coisa comigo.

Eu acho que eu li o livro errado. 😂

Porque eu fui lendo.

Uma promessa...

Depois outra...

E outra...

Mas a estrutura do livro me deu a impressão de que ele foi pensado para ser lido com mais calma.

Uma promessa por vez.

Você lê.

Medita.

Reza.

E deixa aquilo trabalhar dentro de você.

Então talvez não seja aquele livro que você pega e pensa:

“Vou terminar hoje.”

Não.

É mais:

“Hoje eu vou ficar com essa promessa.”

E quando eu estava na terceira promessa...

Eu já estava pensando:

“Meu Deus, que livro maravilhoso!”

Eu gostei muito, muito mesmo.

PARA QUEM EU RECOMENDO?

Eu recomendo fortemente esse livro.

Principalmente para quem já possui uma vida de oração e quer aprofundar a devoção aos Sagrados Corações de Jesus e de Maria.

Para quem é da Legião de Maria, por exemplo, eu acho que pode ser uma leitura muito interessante.

Também pode ser utilizado por pessoas que participam de grupos de oração e outros movimentos.

Mas eu acho que ele funciona muito bem também para uma coisa simples:

a sua oração pessoal.

Você pode pegar uma promessa.

Ler.

Parar.

Rezar.

E voltar para ela durante o dia.

O TESTEMUNHO

E uma das coisas que eu mais gostei é que o Padre Marlon não fala dessas devoções como alguém que está simplesmente dando uma aula.

Ele testemunha.

Ele conta experiências.

Ele mostra como essas devoções fizeram parte da vida dele.

E isso ganha um peso diferente quando a gente conhece um pouco da história dele.

Porque ele vive com uma doença que impõe limitações físicas muito grandes.

Ele anda com uma malinha com aquilo que precisa.

Utiliza equipamentos para auxiliá-lo.

E mesmo assim...

Ele continua.

Ele trabalha.

Ele prega.

Ele escreve.

Ele se coloca a serviço.

E isso também é uma reflexão sobre santidade.

Porque às vezes a gente imagina que viver a santidade é fazer coisas extraordinárias.

E talvez seja também aprender a entregar a Deus aquilo que temos.

Inclusive nossas limitações.

OS RAROS

E esse trabalho do Padre Marlon com as pessoas com doenças raras também aparece em outros projetos dele.

Ele fundou o Hospital Casa de Saúde Nossa Senhora dos Raros, em Taubaté.

E existe também o filme “Milagre Vivo”, que conta uma experiência muito difícil de uma viagem que ele fez para a Itália.

E o filme não fala apenas dele.

Ele também apresenta histórias de outras pessoas raras.

Pessoas que enfrentam limites enormes.

E mostram como tratamento médico, perseverança, fé e apoio podem caminhar juntos.

É um filme muito emocionante.

O TRECHO QUE EU ESCOLHI

Mas eu quero terminar falando de um trecho do livro que eu gostei demais.

Ele fala de Santo Inácio de Antioquia.

E existe uma tradição segundo a qual, depois da morte do santo, encontraram o nome de Jesus inscrito no coração dele.

E o Padre Marlon pega justamente essa palavra:

inscrito.

Olha só:

“Inscrito é sinônimo de gravado, entalhado, esculpido, registrado… e matriculado!”

E ele continua explicando que quem propaga a devoção ao Sagrado Coração de Jesus terá seu nome gravado para sempre.

Porque se matriculou na escola das virtudes de Cristo.

E aí vem uma frase que eu achei maravilhosa:

“Se escrever é o ato de colocar o nome, inscrever é a força e a profundidade com que se escreve o nome.”

Gente...

Que imagem!

Porque não é simplesmente escrever o nome.

É deixar o nome gravado.

É entrar na escola das virtudes de Cristo.

E permanecer nela.

O QUE FICOU PARA MIM

E talvez seja justamente isso que ficou para mim depois dessa leitura.

A devoção não pode ser apenas conhecimento.

Eu posso saber quais são as promessas.

Posso conhecer a história da devoção.

Posso falar sobre o Sagrado Coração.

Posso falar sobre o Imaculado Coração.

Mas...

isso mudou alguma coisa em mim?

Porque conhecer precisa nos levar à oração.

A oração precisa nos levar às virtudes.

E as virtudes precisam aparecer na nossa vida.

E talvez seja por isso que esse livro funcione tão bem como meditação.

Ele não parece querer que você simplesmente chegue à última página.

Ele quer que você pare.

Leia.

Medite.

Reze.

E volte para a vida tentando viver aquilo que acabou de contemplar.

CONCLUSÃO

Então...

Eu gostei muito, muito mesmo desse livro.

E recomendo fortemente.

Principalmente para quem quer aprofundar a devoção aos Sagrados Corações de Jesus e de Maria.

E também para quem quer começar a conhecer essas devoções através de uma linguagem simples, acompanhada pelo testemunho de alguém que procura viver aquilo que ensina.

Eu comecei essa leitura querendo conhecer as promessas dos dois Corações.

E terminei pensando em uma coisa completamente diferente:

o que significa ter o meu próprio coração inscrito no Coração de Cristo?

E talvez essa seja uma boa pergunta para levarmos conosco depois dessa resenha.

Se você já leu esse livro, conta para mim nos comentários o que você achou.

E se ainda não leu...

Talvez ele seja uma boa companhia para aquele momento do dia em que a gente precisa simplesmente parar um pouco...

Respirar...

E rezar.

Até a próxima resenha!

Um beijo, um abraço, que a paz de Cristo esteja contigo e o amor de Maria. 💖


Rascunho e Leitura: Lih

Redação final: Chat GPT

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Novos desafios da Humanidade

 



Bem-vindos aos Novenáticos!

Nos últimos anos, a inteligência artificial passou a fazer parte do nosso dia a dia. Muitas pessoas pensam que ela surgiu em 2022 com a popularização do ChatGPT, mas a verdade é que sua história começou muito antes.

A inteligência artificial é resultado de décadas de estudos em computação, matemática, linguística e ciência cognitiva. O que aconteceu recentemente foi que essas tecnologias se tornaram acessíveis ao grande público.

E justamente em um momento em que a IA está cada vez mais presente em nossas vidas, o Papa Leão XIV publicou a encíclica Magnifica Humanitas, refletindo sobre a dignidade humana e os desafios éticos das novas tecnologias.

Ao mesmo tempo, eu estava lendo o livro Inteligência Artificial como Ferramenta de Evangelização, de Dom Edson Oriolo. E foi interessante perceber como as reflexões do livro e da encíclica dialogam entre si.

Dom Edson começa mostrando que a inteligência artificial não surgiu do nada. Antes dela vieram a internet, os mecanismos de busca, os assistentes virtuais, os sistemas de recomendação e tantas outras tecnologias que transformaram a maneira como nos comunicamos.

O autor também propõe uma reflexão sobre aquilo que chama de espiritualidade digital. Afinal, se passamos uma parte significativa da nossa vida no ambiente digital, como podemos viver nossa fé nesse contexto?

Um dos pontos mais interessantes do livro é que ele não apresenta a inteligência artificial como uma inimiga da evangelização. Pelo contrário. Dom Edson mostra que ela pode ser uma ferramenta valiosa quando utilizada corretamente.

Hoje já existem plataformas que auxiliam pesquisadores, catequistas e evangelizadores a encontrar documentos da Igreja, organizar conteúdos e aprofundar estudos. Essas ferramentas podem economizar tempo e facilitar o acesso ao conhecimento.

Mas existe uma diferença muito importante entre utilizar uma ferramenta e depender dela.

Foi justamente isso que me chamou a atenção ao ler também a encíclica do Papa Leão XIV.

O Papa não condena a tecnologia. Ele não diz que devemos abandonar a inteligência artificial ou rejeitar os avanços tecnológicos. O que ele faz é um convite ao discernimento.

A tecnologia deve servir ao ser humano. O ser humano não deve se tornar servo da tecnologia.

Parece simples, mas essa frase levanta questões profundas.

Hoje ouvimos falar de conceitos como transumanismo e pós-humanismo.

O transumanismo defende o uso da tecnologia para ampliar capacidades humanas. Pensemos, por exemplo, em próteses avançadas, implantes ou recursos tecnológicos que auxiliam pessoas em suas limitações.

Já o pós-humanismo vai além. Ele questiona até mesmo os limites da condição humana e imagina uma integração cada vez maior entre seres humanos e máquinas.

Nesse contexto surge uma pergunta importante: até que ponto a tecnologia pode nos ajudar sem alterar aquilo que somos?

O Papa recorda que a dignidade humana não depende da nossa eficiência, da nossa capacidade de processamento ou da quantidade de informações que conseguimos armazenar.

Nós não somos apenas dados.

Não somos algoritmos.

Não somos máquinas biológicas.

Somos pessoas criadas à imagem e semelhança de Deus.

E talvez seja justamente aí que esteja a principal contribuição da Igreja para esse debate.

Enquanto muitos discutem o que as máquinas serão capazes de fazer no futuro, a Igreja continua perguntando: o que significa ser humano?

Essa reflexão também me fez pensar na minha própria experiência utilizando inteligência artificial.

Aqui nos Novenáticos, eu utilizo IA para organizar ideias, pesquisar temas, estruturar roteiros e auxiliar na produção de conteúdo.

Mas ela também me ensinou uma lição importante: a inteligência artificial pode errar.

Durante uma série sobre os Santos Auxiliadores, por exemplo, surgiu uma informação incorreta sobre a composição do grupo tradicional dos quatorze santos.

O mais curioso é que o erro não estava totalmente inventado. A IA utilizou informações verdadeiras, mas as conectou de maneira equivocada, chegando a uma conclusão errada.

Esse exemplo mostra exatamente por que a inteligência artificial não substitui o discernimento humano.

Ela pode ajudar.

Pode acelerar processos.

Pode sugerir caminhos.

Mas continua sendo necessária a pesquisa, a revisão e a responsabilidade de quem produz conteúdo.

E isso vale não apenas para a evangelização, mas para qualquer área da vida.

Talvez o verdadeiro desafio da nossa época não seja aprender a conviver com máquinas inteligentes.

Talvez o verdadeiro desafio seja continuar agindo com inteligência humana.

Uma inteligência capaz de discernir.

Capaz de amar.

Capaz de assumir responsabilidades.

Capaz de reconhecer a verdade.

A tecnologia continuará evoluindo.

Novas ferramentas surgirão.

Novas perguntas aparecerão.

Mas a missão da Igreja permanece a mesma: anunciar Cristo em todos os tempos e em todos os ambientes, inclusive no ambiente digital.

Por isso, acredito que não devemos ter medo da tecnologia.

Também não devemos idolatrá-la.

Devemos utilizá-la com sabedoria.

Como uma ferramenta.

Como um instrumento.

Como algo que pode servir à evangelização, desde que nunca ocupe o lugar que pertence à pessoa humana.

E você? Como enxerga o uso da inteligência artificial na evangelização e na vida cotidiana?

Deixe sua opinião nos comentários.


E agora quero colocar uma pergunta:

A tecnologia foi criada para economizar nosso tempo, mas estamos usando esse tempo para aquilo que realmente importa?

Parece uma pergunta simples, mas ela toca em algo muito profundo da nossa vida.

E, para responder essa pergunta, precisamos voltar um pouco na história.

Antes da Revolução Industrial, as pessoas viviam aquilo que podemos chamar de tempo da natureza. O dia começava quando o sol nascia. O trabalho terminava quando o sol se punha. As estações determinavam o plantio e a colheita.

Até mesmo a Bíblia reflete essa visão. Os textos sagrados falam da terceira hora, da sexta hora, da nona hora. Não falam: "Isso aconteceu às quinze horas e dezessete minutos".

Não.

O tempo era percebido de maneira diferente da nossa.

Mas tudo começou a mudar com a Revolução Industrial.

As máquinas surgiram para aliviar o trabalho pesado e aumentar a produção. Ao mesmo tempo, surgiu uma nova relação com o tempo. O relógio passou a organizar a vida.

Hora para entrar na fábrica.

Hora para sair.

Hora para produzir.

Hora para descansar.

Nascia aquilo que podemos chamar de tempo mecânico.

Mas hoje parece que estamos vivendo uma nova transformação. Uma terceira transformação.

Talvez possamos chamá-la de tempo digital.

Não contamos apenas horas. Contamos minutos, segundos, curtidas, visualizações e notificações. Vivemos cercados por alertas, mensagens e atualizações constantes.

Isso nos leva a uma reflexão.

As máquinas surgiram para facilitar o trabalho humano.

Os computadores surgiram para agilizar cálculos e processos.

A internet facilitou a comunicação.

Os smartphones colocaram milhares de ferramentas na palma da nossa mão.

A inteligência artificial promete automatizar tarefas e acelerar ainda mais processos.

Todas essas tecnologias possuem uma promessa em comum: economizar tempo.

Mas aqui surge uma pergunta importante:

O que estamos fazendo com o tempo que estamos ganhando?

Porque parece que aconteceu algo curioso.

Quanto mais ferramentas criamos para economizar tempo, mais a sensação de falta de tempo aumenta.

Economizamos tempo no trabalho.

Economizamos tempo na comunicação.

Economizamos tempo nas pesquisas.

Mas, muitas vezes, usamos esse tempo economizado consumindo ainda mais tecnologia.

Talvez esse seja um dos grandes desafios da nossa época.

A tecnologia foi criada para nos servir.

Mas até que ponto estamos servindo à tecnologia?

Hoje vemos pessoas incapazes de ficar alguns minutos sem olhar o celular.

Pessoas que sentem necessidade constante de verificar notificações.

Pessoas que recebem tantas informações ao longo do dia que já não conseguem organizar tudo aquilo que aprenderam.

E isso gera outro problema: ansiedade, estresse,

esgotamento, e a sensação de estar sempre correndo atrás de alguma coisa.

Mas existe algo que raramente é valorizado hoje: o ócio.

Eu não estou falando de preguiça.

Estou falando daquele tempo necessário para pensar.

Para contemplar.

Para refletir.

Para simplesmente observar.

Muitas das grandes descobertas da humanidade nasceram em momentos de reflexão.

O ser humano não foi criado para produzir sem parar.

O cérebro precisa de pausas.

Precisa de silêncio.

Precisa de momentos em que, aparentemente, não está fazendo nada.

Porque é justamente nesses momentos que, muitas vezes, surgem as melhores ideias.

Isso vale também para a vida espiritual.

Não basta consumir conteúdo religioso o dia inteiro.

É preciso rezar.

É preciso silenciar.

É preciso escutar Deus.

A oração exige algo que o mundo digital nem sempre favorece: a contemplação.

Mas existe outra questão que me chama a atenção.

Quando olhamos para o futuro, vemos cada vez mais tecnologias assumindo tarefas repetitivas.

Vemos inteligências artificiais auxiliando profissionais.

Vemos máquinas realizando atividades que antes exigiam muito esforço humano.

Isso nos leva novamente à mesma pergunta:

O que faremos com o tempo que essas tecnologias nos devolverão?

Porque existem coisas que não podem ser terceirizadas.

Não podemos terceirizar uma amizade.

Não podemos terceirizar o amor.

Não podemos terceirizar a educação dos filhos.

Não podemos terceirizar a convivência familiar.

Não podemos terceirizar a nossa vida espiritual.

A tecnologia pode ajudar, mas ela não substitui aquilo que é profundamente humano.

Talvez o futuro não precise apenas de pessoas mais produtivas.

Talvez o futuro precise de pessoas mais presentes.

Presentes para a família.

Presentes para os amigos.

Presentes para a comunidade.

Presentes para Deus.

E aqui eu quero voltar para algo muito importante.

Quando Jesus conta a parábola dos talentos, Ele nos ensina que aquilo que recebemos de Deus não deve ser enterrado.

Deve produzir frutos.

E eu fico pensando que, no meio de tantas transformações tecnológicas, existe algo que continua sendo o nosso bem mais precioso: a nossa alma.

Se eu pego a parábola dos talentos e substituo os talentos por almas, então o Senhor deu uma alma para cada um.

Um escondeu a alma.

Enterrou a alma com medo de perdê-la.

O outro colocou a alma a serviço, mas só conseguiu devolver uma alma: a dele mesmo.

Já o outro conseguiu, além daquela, trazer mais nove.

Então ele tinha dez almas.

Nessa adaptação da parábola, o mais importante não é que você traga muitas almas para Jesus.

Mas que você mantenha a sua com Ele.

Que você não tenha medo de perdê-la.

Que você não a esconda.

Que você possa usá-la para servir e amar a Deus.

E, se vierem frutos, melhor ainda.

As tecnologias vão mudar.

Os aplicativos vão mudar.

As redes sociais vão mudar.

As inteligências artificiais vão mudar.

Mas a nossa alma continua sendo aquilo que Deus nos confiou para cuidar.

Por isso, a grande pergunta talvez não seja:

"A inteligência artificial substituirá o ser humano?"

Ou:

"A tecnologia vai dominar o mundo?"

Talvez a pergunta mais importante seja:

O que estamos fazendo com o tempo que a tecnologia nos deu para cuidar daquilo que realmente importa?

Porque, no final das contas, a tecnologia deveria nos ajudar a sermos mais humanos.

Mais presentes.

Mais atentos.

Mais capazes de amar.

Mais capazes de servir.

Mais capazes de caminhar para Deus.



Humanidade Digital: O que estamos cultivando?

Nos nteriores, nós falamos sobre Inteligência Artificial, evangelização digital, tecnologia e sobre uma pergunta muito importante:

A tecnologia foi criada para economizar nosso tempo, mas estamos usando esse tempo para aquilo que realmente importa?

E hoje eu quero dar mais um passo nessa reflexão.

Porque talvez a pergunta não seja apenas quanto tempo temos.

Talvez a pergunta seja:

O que estamos cultivando com o tempo que recebemos?

E para responder isso, precisamos falar sobre uma palavra muito importante:

cultura.

Hoje, quando ouvimos a palavra cultura, pensamos em livros, música, arte ou conhecimento.

Mas a origem da palavra cultura está ligada ao ato de cultivar.

Primeiro cultivávamos a terra.

Plantávamos sementes.

Cuidávamos delas.

Esperávamos crescer.

Depois passamos a falar de cultivar ideias, conhecimentos, amizades, virtudes e até mesmo a vida espiritual.

E isso nos ensina uma verdade simples:

Aquilo que cultivamos cresce.

Se eu cultivo amizades, elas crescem.

Se eu cultivo conhecimento, ele cresce.

Se eu cultivo a oração, minha vida espiritual cresce.

Mas se eu cultivo distrações, ansiedade e superficialidade, essas coisas também crescem.

E talvez este seja um dos maiores desafios do mundo digital.

Porque nunca tivemos acesso a tanta informação.

Nunca tivemos tantos vídeos.

Tantos cursos.

Tantos livros.

Tantas redes sociais.

Tantos aplicativos.

Mas informação não é a mesma coisa que formação.

E formação não é a mesma coisa que sabedoria.

Nós podemos passar horas consumindo conteúdo e, ainda assim, terminar o dia sem ter aprendido algo verdadeiramente importante.

Porque aprender exige reflexão.

Exige organização.

Exige tempo.

E exige algo que a nossa sociedade muitas vezes esqueceu:

o ócio.

No episódio passado, falamos que o ser humano precisa de momentos de pausa.

Momentos para contemplar.

Momentos para pensar.

Momentos para simplesmente existir sem estar produzindo alguma coisa.

Hoje parece que precisamos justificar cada minuto da nossa vida.

Se estamos parados, sentimos culpa.

Se estamos descansando, sentimos culpa.

Se estamos em silêncio, sentimos culpa.

Mas o cérebro humano não funciona como uma máquina.

Ele precisa de pausas.

Ele precisa organizar as informações recebidas.

Ele precisa transformar informação em conhecimento.

E conhecimento em sabedoria.

Talvez seja por isso que tantas pessoas se sintam cansadas hoje.

Não porque trabalham mais do que as gerações anteriores.

Mas porque recebem muito mais informações do que conseguem processar.

E aí surge um problema que aparece também no projeto Recalculando.

Muitas pessoas acreditam que precisam de mais tempo.

Mas será que precisam mesmo?

Ou será que precisam de mais organização?

Pense comigo.

Quantas vezes dizemos que não temos tempo para rezar?

Mas passamos vários minutos, ou até horas, navegando pelas redes sociais.

Quantas vezes dizemos que não temos tempo para ler?

Mas encontramos tempo para assistir dezenas de vídeos curtos.

Quantas vezes dizemos que não temos tempo para conversar com a família?

Mas respondemos mensagens durante o dia inteiro.

Talvez o problema não seja a quantidade de tempo.

Talvez seja a direção que damos a ele.

E aqui eu quero trazer um exemplo muito bonito.

São Carlo Acutis.

Quando as pessoas falam dele, geralmente dizem que ele era o santo da internet.

Mas eu não gosto muito dessa definição.

Porque Carlo não ficou santo por usar computador.

Ele ficou santo porque colocou a tecnologia a serviço de algo maior.

Jesus era o centro da vida dele.

A tecnologia era uma ferramenta.

Ele utilizou seus conhecimentos para evangelizar.

Criou conteúdos.

Organizou informações.

Divulgou os milagres eucarísticos.

Mas nunca permitiu que a tecnologia ocupasse o lugar que pertence a Deus.

E talvez essa seja uma grande lição para nós.

A tecnologia não é o problema.

A questão é quem ocupa o centro da nossa vida.

É Deus?

Ou são as notificações?

É Deus?

Ou são os algoritmos?

É Deus?

Ou é a necessidade constante de aprovação?

Porque tudo aquilo que colocamos no centro da nossa vida acaba moldando a nossa cultura pessoal.

E cultura é cultivo.

Por isso, quando falamos de uma humanidade digital, a grande questão não é se teremos mais tecnologia no futuro.

Nós teremos.

A inteligência artificial continuará evoluindo.

Os computadores serão mais rápidos.

Os aplicativos serão mais inteligentes.

As ferramentas serão mais eficientes.

Mas a verdadeira pergunta é:

Que tipo de humanidade estaremos cultivando junto com essa tecnologia?

Uma humanidade mais ansiosa?

Mais isolada?

Mais dependente?

Ou uma humanidade mais humana?

Mais presente?

Mais solidária?

Mais próxima de Deus?

A internet pode ser um espaço de evangelização.

As redes sociais podem ser um espaço de evangelização.

A inteligência artificial pode ser uma ferramenta de evangelização.

Mas nenhuma dessas coisas substitui a amizade.

A família.

A comunidade.

Os sacramentos.

A oração.

O encontro com Cristo.

Porque existem coisas que simplesmente não podem ser terceirizadas.

Não podemos terceirizar o amor.

Não podemos terceirizar a amizade.

Não podemos terceirizar a fé.

Não podemos terceirizar a salvação da nossa alma.

No final das contas, a tecnologia pode economizar nosso tempo.

Mas somente nós podemos decidir o que fazer com ele.

Podemos gastá-lo.

Ou podemos cultivá-lo.

E aquilo que cultivamos hoje será aquilo que colheremos amanhã.

Por isso, talvez a pergunta mais importante desta série não seja:

"O que é Inteligência Artificial?"

Nem:

"A tecnologia está nos dominando?"

Talvez a pergunta mais importante seja:

O que eu estou cultivando com a vida que Deus me deu?

Porque a tecnologia muda.

As plataformas mudam.

Os algoritmos mudam.

Mas a nossa alma continua sendo o bem mais precioso que Deus nos confiou.

E cabe a nós cultivá-la.

Um beijo, um abraço, que a paz de Cristo esteja contigo e o amor de Maria. 💖

 
Rascunho e Revisão: Lih
Texto e diagramação: ChatGPT
Episódio disponível no Spotify e no YouTube.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Indicação Catecismo da Igreja Católica

Bem-vindos aos Novenáticos!

Hoje eu quero encerrar a série sobre livros para quem está começando na Igreja Católica.

Nós já falamos sobre:

Para Estar com Deus, do Padre Francisco Faus;

Cristianismo Puro e Simples, de C. S. Lewis.

E hoje vamos falar de um livro que eu mesma demorei para começar a ler:

o Catecismo da Igreja Católica.


O medo que eu tinha

Durante muito tempo eu achei que o Catecismo era um livro reservado para especialistas.

Eu imaginava que só catequistas, coordenadores de pastoral, teólogos ou pessoas muito avançadas na fé conseguiam lê-lo.

Talvez você também pense assim.

Mas a verdade é que o Catecismo não é um livro proibido nem inacessível.

Ele foi escrito justamente para explicar a fé da Igreja.


O que eu faria se estivesse começando hoje

Se eu estivesse voltando para a Igreja hoje, faria um caminho mais organizado.

Primeiro:

Para Estar com Deus

Porque ele ensina a rezar e a criar uma rotina de leitura espiritual.

Depois:

Cristianismo Puro e Simples

Porque ajuda a compreender racionalmente os fundamentos da fé cristã.

E então:

Catecismo da Igreja Católica

Nessa altura você já terá:

* lido um pouco da Bíblia;

* criado uma vida de oração;

* compreendido melhor os fundamentos do cristianismo.

O Catecismo deixa de parecer um monstro de mil páginas e começa a fazer sentido.


A importância da Bíblia

Uma observação importante:

Esses livros não substituem a Bíblia.

Toda leitura espiritual deve acontecer em paralelo com a Sagrada Escritura.

Você pode:

* ler a liturgia diária;

* fazer a Lectio Divina;

* seguir um plano de leitura da Bíblia;

* ler os Evangelhos.

O importante é que a Palavra de Deus continue sendo o centro.


Como ler o Catecismo

Muita gente vê o tamanho do livro e se assusta.

Mas não é necessário ler tudo de uma vez.

O Catecismo pode ser:

* estudado aos poucos;

* consultado quando surge uma dúvida;

* lido em pequenas metas diárias.

Dez páginas por dia parecem pouco.

Mas dez páginas por dia terminam um livro.


O que me ajudou

Recentemente comecei a estudar o Catecismo de forma mais sistemática através do curso "Catequese com Farofa".

Antes disso eu já tinha assistido:

* palestras;

* lives;

* cursos;

* formações diversas.

Mas eu sentia que meu conhecimento estava muito fragmentado.

Eu sabia várias coisas, mas não enxergava a ligação entre elas.

O estudo do Catecismo ajuda justamente nisso:

ele apresenta a fé católica de forma organizada.


Minha experiência

Quando voltei para a Igreja, em 2017, eu entrei muito pela razão.

Eu queria entender.

Queria estudar.

Queria saber por que a Igreja ensina determinadas coisas.

Por isso demorei bastante para encontrar um caminho de formação mais estruturado.

Se alguém tivesse me apresentado esses três livros naquela época, talvez eu tivesse economizado alguns anos de busca.


Conclusão

Então, se você está chegando agora na Igreja Católica e me pergunta:

"Lih, por onde eu começo?"

Minha resposta seria:

1. Para Estar com Deus;

2. Cristianismo Puro e Simples;

3. Catecismo da Igreja Católica.

Tudo isso caminhando junto com a leitura da Bíblia.

E lembre-se:

Você não precisa entender tudo de uma vez.

A vida espiritual é uma caminhada.

E cada página lida é mais um passo nessa direção.


Rascunho e redação inicial: Lih

Texto final e diagramação: ChatGPT